Musa de Caminhoneiro
   



BRASIL, Sudeste, RIO DE JANEIRO, Mulher, de 26 a 35 anos
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Atenção: Musa mudou-se

Caríssimos dez leitores:

Não postarei mais neste domínio. O Musa de Caminhoneiro agora deverá ser acessado pelo seguinte endereço: http://musadecaminhoneiro.blogspot.com/

Aguardo-os lá!



Escrito por Thatiana, com H de novo às 20h11
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Podem falar que o funk faz apologia à putaria e à bandidagem, que as letras são medíocres e repletas de erros de gramática, ou que o visual dos funkeiros é de gosto duvidoso. Não importa! Os que me conhecem, sabem: Eu nutro uma profunda admiração pelo estilo. E esse meu lado, digamos, "gramurosa", já me levou a enfrentar aventuras como ir a bailes funk em favelas e a uma incrível "Disputa de Galeras" no (trashíssimo) Clube Tamoio de São Gonçalo.

É também o meu lado "gramurosa" que me faz peregrinar pela web em busca de títulos para ampliar minha já extensa bliblioteca musical funkeira. E foi numa dessas buscas que descobri, no site pesadao.com, uma pérola que faria o professor Pasquale cortar os pulsos. Compartilho com vocês, na íntegra, o "release" do MC Clone Bolado. Notem que, entre outras aberrações linguísticas, o sujeito nunca foi apresentado à cedilha e usa chaves (}) no lugar de parêntese.

"A MINHA CARREIRA DE MC COMESOU DESDE 2000 COM O REP: "ELA TA QUERENDO" ATE HOJE NAO FIZ TANTO SUCESO COM OUTRA CANSÃO COMO ESTA!!! VOU RESP: AS PERGUNTAS + COMUS QUE AS PESSOAS COSTUMAO ME FAZER!!! MINHA ADADE E 25 ANOS.
A ORIGEM DO MEU NOME MC CLONE BOLADO.. O NOME CLONE FOI ESCOLIDO POR CAUSA DA GRADE SEMELHANCA QUE TENHO COM O CANTOR RODRIGUINHO E QUE A NOVELA O CLONE ME FEZ FORTALESER O NOME!!!...EU JA TIVE EM DUAS FORMASÕES: {O CLONE E AS BOLADINHAS} {NIGHT CLONE} E AGORA ATUAL MENTE {MC CLONE BOLADO} SOZINHO... LETRAS: SAO BEM VARIADAS DAS + LIGHT A TE AS + NEUROTICAS TODAS DE MINHA AUTORIA...E O MEU LEMA E PUTARIA: OBS: NÃO LEVANTO BANDEIRA DE NINGUEM..."

Tá certo que ele "não levanta bandeira de ninguém". Mas já que essa criatura fez tanto sucesso com a música "Ela tá querendo", poderia ter contratado um assessor de imprensa, não?

 



Escrito por Thatiana, com H de novo às 22h27
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De volta: recado para os meus 10 leitores

Estou desapontada comigo mesma. Sempre nutri um certo desprezo por pessoas que criam blogs e depois abandonam as crias, como mães desnaturadas. E aqui está o Musa de Caminhoneiro, jogado ao leo, pobrezinho. Mas, queridos e fiéis (será que ainda são?) leitores, tenho uma explicação para o sumiço. Não tenho mais tempo pra nada. Meu novo ofício me obriga a em casa às 3h da madruga e sair ao meio dia. No período que resta, e durmo. Não executo mais nem as tarefas banais do cotidiano, como pagar contas, ir ao supermercado, telefonar para os amigos, ler jornal. Só trabalho, como (quando dá) e durmo (quando dá). Enfim...não tenho mais inspiração para atualizar o Musa.  Essa justificativa é previsível. Sim, também é bem inconsistente, afinal, tanta gente faz várias coisas ao mesmo tempo! Que inveja dessas pessoas...Eu, definitivamente, não sou uma delas. Mas, pasmem! Sinto que estou me adaptando ao novo e frenético ritmo. Até consegui acordar cedo hoje! E mandar um e-mail para o meu antigo chefe, que me espera desde o dia 1 para uma reunião. Consegui também tomar café da manha com o meu filho, que já nem se lembrava mais que tinha mãe. E consegui também escrever essa pequena justificativa para os meus fãs. Viram? Prometo que na próxima manhã de inspiração (e disposição) posto logo uns três textos de uma vez!



Escrito por Thatiana, com H de novo às 12h44
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Diálogo que tive hoje com uma pessoa meio joselita lá do meu trabalho:

Eu:
-Soube que vai fazer uma cirurgia no olho. O que é?
Ela:
-É uma esponja que está crescendo sob a minha pálpebra
Eu:
-Caraio! Esponja? Como assim?
Ela:
-É, um tumor, tipo uma esponja. Já viu uma hemorróida? Então, é igualzinho, a mesma textura


Puta quil pariu!! O que leva uma pessoa a achar que eu já me prestei ao papel de ficar olhando um cu alheio pra observar a textura de uma hemorróida?

Escrito por Thatiana, com H de novo às 01h00
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Páginas da Vida

Tudo bem que virou lugar-comum falar mal das novelas de Manoel Carlos. Mas não posso deixar passar em branco uma esquisitice que detectei em Páginas da Vida (da qual-confesso- sou expectadora). Nos capítulos da semana passada, os personagens dos núcleo infantil e aborrecente da novela -a mongolzinha e o Francisco e os chatíssimos Gisele e Luciano, respectivamente- apareciam em seus primeiros dias de aula na escola. Em outra cena, um grupo de personagens conversava sobre os preparativos para o Natal.

 

Diante de tal cenário, uma dúvida passou a me atormentar:

- Se a novela se passa nos dias atuais (o que é comprovado pela conversa dos personagens acerca do Natal) e estamos em dezembro, eles não deveriam estar entrando de férias ao invés de aparecerem retornando às salas de aula? Ou será que nas escolas do Leblon o ano letivo começa em dezembro?



Escrito por Thatiana, com H de novo às 02h05
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Falando em Páginas da Vida...

Corroboro aqui um comentário que ouvi outro dia na fila do cinema. Como puderam colocar uma criança tão feia pra representar o filho da Ana Paula Arósio com o Edson Celulari? Será que não perceberam que o moleque, apesar dos olhos azuis, parece o cão chupando manga? Deve ser filho de algum diretor...



Escrito por Thatiana, com H de novo às 02h04
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Na moita

De todas as historias relatadas neste blog, a que contarei a seguir certamente parecerá a mais inverossímil. Porém, acreditem: assim como todas as outras, trata-se de um caso realíssimo. E que seria trágico, não fosse uma dos episódios mais cômicos que já presenciei nesta vida. Embora seja um tanto constrangedor, compartilharei o causo com meus dez fiéis leitores...

Eu era afim de um cara que trabalhava com uns amigos. Como fazíamos parte do mesmo grupo, esbarrava sempre com o alvo em botecos, festas e afins.  E como sou um pouco cara de pau nesse quesito, não fazia muita questão de esconder o meu interesse pelo referido sujeito. Em bom português: dava mole mesmo!

Como não é das tarefas mais difíceis prum homem perceber que está sendo assediado, o rapaz não tardou a sacar o que se passava. E talvez, tocado pela minha falta de sutileza, resolveu contra-atacar.

 

Era uma festa num campus da Uff, fomos juntos com o mesmo grupo de amigos em comum de sempre. Ele já chegou cheio de amor pra dar. Me lançava uns olhares, trazia bebida... pensei logo: “hi...hoje vai”. E foi mesmo!

 

Num determinado momento, ele me propôs que déssemos uma fugida do barulho da festa e decidimos ir pra um lugar do campus bastante conhecido dos estudantes, uma espécie de, digamos, namoródromo. Uma área bacana, gramadinha, com vista pra Baía de Guanabara, a lua cheia, enfim... um pedacinho um tanto propício para romances fortuitos surgidos em festinhas do campus.

 

E lá ficamos por algum tempo, do qual não me lembro de ter calculado, mas que certamente passou de uma hora. Pros que já estão neste momento imaginando uma cena daquelas que costumavam ser interrompidas pelo Jason em Sexta-Feira 13, aviso: não rolou sexo. Por mais que fosse cara de pau de dar mole pro cara, não o seria a ponto de ficar pelada no gramado de um lugar público.

 

No entanto, confesso que vivemos momentos assim... de troca calorosa de afetos, se é que me entendem. E depois ficamos lá, olhando a lua cheia e conversando amenidades.

 

De repente, percebo uma movimentação numa moita, que ficava logo abaixo de onde estávamos sentados. Será um bicho? Uma cobra? Pensei. Não, era uma cara. Com cara de mais assustado que nós levantou-se, ajeitando as calças, e depois, com as mãos pro alto, gritou:

 

“-Calma, não é um assalto!”

 

E nós, perplexos e sem entender bulhufas, ficamos ali parados, sem dizer uma palavra sequer, esperando o desenrolar daquela aparição surreal. Desenrolar este que veio com a seguinte explicação por parte do sujeito:

 

“-Não fiquem com medo de mim, não sou ladrão. Vim aqui cagar e vocês chegaram, começaram a namorar aí, fiquei com vergonha de sair. Mas vim só cagar, não fiquei olhando nada não. Tô saindo, fiquem à vontade”

 

E saiu apressadíssimo, sem olhar pra trás, enquanto fazia questão de relembrar, aos berros: “Tava só cagando, não vi nada não!”

 

Caída a ficha, nos demos conta de que o sujeito ficara mais de uma hora agachado ali, com a bunda de fora, espiando a nossa calorosa troca de afetos. Tudo para não parecer inconveniente. Não preciso nem dizer que tivemos uma crise de riso tão incontrolável que não houve mais clima pra romance naquela noite.



Escrito por Thatiana, com H de novo às 00h06
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Onde foi parar o bom-senso?

Depois da edificante declaração de Nana Gouvêa- já comentada aqui- achei que não faltava mais nada para o fim dos tempos. Até abrir a Revista de domingo do Globo (que por sinal, é uma bosta) e dar de cara com uma “matéria” com um tal de Reinaldo Lourenço. Estilista, ele exibia aos leitores um pouco do seu estilo de se vestir. A seção, intitulada “Entrando no Armário” (mas que pelo naipe do figura, deveria ter sido rebatizada de “Saindo do Armário), começava bem.

 

“Reinaldo Lourenço (???), a mulher Gloria Coelho (???) e o filho Pedro (?????????), cada um com seu estilo, formam a família mais fashion do Brasil”.

 

Família mais fashion do Brasil?? Ah, tá!

 

No texto, detalhes que justificam o título, tão relevante em terras tupiniquins.

(...)”Criou uma coleção chamada Um sonho de Valsa”(...)

(...)”No guarda roupa pessoal também é o rei do mix. A calça é justa e foi comprada numa loja de moda punk em Paris” (...)

(...)”Acalmou o punk com a clássica camisa branca Dior, na qual John Galliano não perdeu a oportunidade de bordar uma libélula negra, símbolo da monarquia”

 

E continuava...

“Posou de Dior da cabeça aos pés, no apartamento da amiga Bya Aydar" (????????????) explicando:

 

-Não faço mais coleção masculina. Ultimamente, tenho vontade de vestir camisa branca e de usar peças clássicas de forma contemporânea. A fantasia está no jeito que componho meu look- afirma Reinaldo, dirigindo a foto.

-Pode me fotografar aqui, na frente desta porta, fica mais aristocrático

 

Aristocrático? Pois é...

 

Numa hora dessas é que eu concordo com o ex-chefe de polícia Hélio Luz, quando dizia que se o Rio fosse mesmo violento, peruas não fariam compras no Fashion Mall enquanto mortos de fome armados observam tudo da Rocinha. Ainda bem que não tenho ímpetos homicidas...caso contrário, não sobraria um aristocrático de Dior pra contar a história.



Escrito por Thatiana, com H de novo às 17h44
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Outro caso emblemático de escrotidão explícita é o de Suzana Vieira. Mais nova “gatinha” do pedaço, deu uma surtada depois de uma sucessão de lipos, botox e drenagens linfáticas. Retrocedeu à adolescência! É flagrada em bailes funk dançando chão-chão-chão com figurinos, digamos, não muito adequados a uma senhora já vovó. Não satisfeita, casou-se com um soldado PM (que era segurança da Grande Rio)!!! e apresenta o digníssimo como se fosse a última coca-cola do deserto.

 

São freqüentes suas aparições em Caras e outras publicações do gênero proferindo clichês do tipo “tenho que me proteger da inveja” ou “ter marido bonito e gostoso incomoda”, como se a ambição de toda mulher fosse fisgar um soldado PM, ex-segurança da Grande Rio, e que usa correntes de ouro com pingente de inicial.

 

Outro prazer de Suzana (quem será a besta do assessor de imprensa dessa sujeita)? é relatar- com detalhes picantes- a rotina sexual vivida com o cônjuge PM. Não é raro ver estampado na capa dos jornais Extra, Meia Hora- e outros veículos lidos pelos usuários da Supervia- manchetes como: “Marcelo desafaba: Suzana é insaciável”. Ou “Suzana Vieira em eterna lua-de-mel: Transamos todos os dias”.

 

Noites ininterruptas de sexo era o mínimo que o maridão PM, que passou a freqüentar Ilha de Caras e festinha globais graças ao casório, poderia fazer para retribuir, não??



Escrito por Thatiana, com H de novo às 17h38
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"Ficando gostosa"

Nota que li, estupefata, no jornal Extra de ontem:

 

Perguntada sobre o que anda fazendo ultimamente, a “modelo” Nana Gouvea respondeu: “Tenho ficado gostosa, cada vez mais. Ou você acha que não dá trabalho ficar com esse corpão”?

 

Pois é...considerando que “manter um corpão” exige vultosos investimentos em academia, dieta, lipos, drenagem linfática e outros recursos não menos dispendiosos, gostaria sinceramente de saber como a moça faz para arcar com tudo, já que, como foi revelado pela própria, a única atividade que tem praticado é a de “ficar gostosa”? Será que ela descobriu uma fórmula para torná-la remunerável?



Escrito por Thatiana, com H de novo às 18h44
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Sai que é sua, Osti

Este blog nunca mais será o mesmo. O leitor mais assíduo desse espaço e grande amigo da autora, Ostiano Simões, o nosso querido Osti, nos deixou no último domingo. Flamenguista e autêntico carioca da Pavuna, Osti era uma das pessoas mais irônicas e divertidas que conheci. Era mestre em uma das artes que mais admiro: a de sacanear e falar mal dos outros. Mas não pensem que era mesquinho ou fofoqueiro! Pelo contrário. Conheci poucas pessoas mais sinceras e sem rodeios que o Osti. Além de ter sido, sem nenhum exagero, um dos seres mais generosos e solidários que já passaram por este plano.

 

Osti foi meu primeiro chefe em jornal. Nunca esqueço do dia em comecei a trabalhar com ele, na editoria de Esportes. Nunca tinha colocado meus pés numa redação e quase morri de medo quando ouvi aquele negão enorme, de quase dois metros de altura e mais um tanto de largura (Osti parecia o “Seu Figueirinha” da Diarista) me perguntando, com um vozeirão de intimidar:

 

“-Gosta mesmo de futebol ou disse isso só pra conseguir o estágio”?

 

Eu respondi que gostava muito e até entendia razoavelmente bem.

 

-"É? E pra que time torce"?

-Fluminense, respondi

-"Ah! Então já vi que não entende é porra nenhuma"!

 

Com o tempo, descobri que era tudo pose. Na verdade, Osti era um coração mole. E, apesar dos esporros e da cara de mau, protegia os estagiários como se fossem filhos. Quando ele soube que haveria demissões na editoria de Esportes, me mandou pra Geral só pra eu escapar da degola. E pra eu “aprender a ser repórter de verdade”.  Tinha uns gestos carinhosos, embora fizesse de tudo pra omitir isso, afinal, tinha que manter a fama de durão. Quando ia sair do Esporte, me mandou cobrir as comemorações do centenário do Fluminense. Tenho certeza que foi uma espécie de prêmio. Porém, quando voltei com a matéria pronta, toda boba, e fui perguntar sua opinião, me veio com o seguinte comentário:

 

“-Considerando que foi feita por uma mulher- e tricolor- até que ficou boazinha”...

 

Esse era o Osti...

 

(continua)...



Escrito por Thatiana, com H de novo às 01h34
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Uma das raras pessoas que fazia questão de manter vivas as amizades, mesmo quando as vidas dos amigos tomavam rumos diferentes. Como morava na Pavuna (lá onde o vento faz a curva), não tinha carro e e era um tanto preguiçoso, nunca aparecia nas nossas festinhas, reuniões e encontros etílicos. No entando, sempre ligava pra saber notícias e nunca passava muito tempo sem se manifestar via e-mail, orkut e outras maravilhosas comodidades da era tecnológica. Deste blog, Osti era quase co-autor. Além de comentar todos os meus posts (todos mesmo, não é força de expressão) foi de uma brincadeira dele que surgiu a idéia do nome que batizou essa página (há um post contando a história).

 

Ultimamente, seu passatempo preferido era sacaner meu pobre time à beira do rebaixamento. Mas ele era um filho da mãe tão engraçado que nossa rivalidade futebolítica, ao invés de me irritar, só rendia boas gargalhadas. Um dia antes do jogo entre Flamengo e Vasco pela final da Copa do Brasil, me deixou um recado no orkut perguntando pra quem eu torceria. Respondi que não sabia ainda, mas que dificilmente seria pelo Vasco. Foi o suficiente pra ele creditar a vitória do Flamengo à minha torcida e me eleger a "Musa da Copa do Brasil". Me mandou trezentos recados, e-mails e torpedos de celular com coisas do tipo: "obrigada minha musa, você é pé quente"! Por vários dias seguidos...

 

Uma pessoa normal acharia o repertório suficiente pra sacanear um rival derrotado. Mas não um flamenguista pentelho (e criativo) como Osti! Não satisfeito com o arsenal de e-mails, recados no orkut e torpedos de celular, ele foi capaz da proeza mais inacreditável que um flamenguista já conseguiu pra me sacanear.

 

Um dia, abro (mais um) e-mail dele com a seguinte mensagem.

 

“Oi, Minha Musa. Ainda comemorando o título rubro-negro? Tenho certeza que sim. Em agradecimento à sua torcida, fiz essa pequena homenagem. Pode abrir, não é vírus”

 

E lá estava, em um arquivo anexo, a foto que segue. O pilantra “roubou” do meu álbum no orkut e deve ter passado horas no photoshop fazendo essa montagem. Nunca disse isso a ele, é claro, mas ri pra cacete. Também nunca exibi a foto, porque nem meu senso de humor foi capaz de anular a ojeriza que senti ao me ver com essa maldita indumentária do urubus. Agora, que o flamenguista mais bacana que conheci acaba de ir embora tão precocemente, deixo isso tudo pra lá. Em homenagem a ele, retribuo publicando aqui a “homenagem” que, tenho certeza, ele fez pensando em mim com muito carinho.

 



Escrito por Thatiana, com H de novo às 01h29
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Meu primo, um corno feliz

Meu primo Dudu já foi citado neste blog de forma negativa, mas tenho que me redimir com o pobre. Ele é um cara bacana. Dentre os meu mais de 20 primos (sim, tenho mais de 20 primos), ele sempre foi o mais amoroso comigo, do tipo que cozinha pra mim quando vou na casa dele e me apresenta pros amigos como “minha priminha mais bonita”. Enfim...Pode-se dizer que é um fofo!

 

O problema do meu querido primo (além de ser um expert na arte do 171, o que lhe rendeu na família o apelido de Agostinho Carrara) é a incapacidade que ele tem de lidar com certos, digamos, deslizes conjugais de sua digníssima. Ou seja, como se diz na linguagem popular...meu primo é corno. E do tipo conformado.

 

Meu primo conheceu a esposa quando ela tinha 13 anos e era bem bonitinha. Já com ele, coitado, a natureza não foi muito dadivosa nesse sentido. Mas ela parecia apaixonada, apesar dos poucos atributos físicos do namorado. Pouco tempo depois, eles se casaram. Não necessariamente por causa da paixão da menina, é verdade. O fato é que o pai dela- um cara bronco do interior - pegou meu primo com a boca na botija e o obrigou a desposá-la na base do facão.

 

Enquanto ela era uma recém-desvirginada indefesa, expulsa de casa pelo pai, meu primo tava bem na fita. Encenava o papel do “malandrão suburbano apresentando o mundo pra mulherzinha capiau”. O problema é que ele apresentou até demais...e ela começou a gostar! E a botar as manguinhas de fora!

 

Os vestidinhos cafonas costurdos pela mãe não tardaram a dar lugar a shorts curtíssimos, que desconcertavam os tios nas reuniões familiares (inclui-se papai, que não era santo). E ela gostava! Quanto mais percebia que estavam olhando, mais curtos os trajes ficavam.

 

Até que, não satisfeita em provocar apenas o constrangimento dos tios (e a fúria e inveja de suas respectivas esposas), ela começou a alçar vôos mais altos. E a chegar em casa altas horas da madruga, deixando o rebento, ainda bebê, aos cuidados do meu primo, que sempre a aguardava ansiosamente, sem dar um pio.

 

Um dia, meu pobre priminho acabou esperando mais do que das outras vezes. Uma semana, pra ser mais exata. Isso mesmo! Ela saiu de casa com a roupa do corpo numa sexta à noite (sem o rebento, naturalmente), dizendo um “volto já”, e só retornou no sábado seguinte. Soubemos por uma amiga em comum, três dias depois, que ela estava na casa de um cara em Saquarema e mandou avisar que estava viva, mas que não deveriam esperá-la.

 

Ou seja, a mulher havia chutado o balde. Pro desespero do meu primo, que só chorava. E pro meu, que fui designada pela minha tia pra ser o “ombro amigo” e evitar que ele “fizesse uma besteira”. E de quebra, ainda tinha que ajudar a tomar conta do rebento.

 

Bem, felizmente (ou não) ela acabou voltando na semana seguinte. Como se nada tivesse acontecido. Se não fosse o bronzeado e o visual hippie adquiridos, poderia até ter alegado um seqüestro e todos acreditariam, tamanha era a cara de vítima da sujeita. E o meu primo? A aceitou de bom grado.

 

Palavras dele:

-“Eu tenho que ser compreensivo com ela. Não deve ser fácil ter um filho aos 14 anos. E ela tem direito de se vingar, porque eu já fui uma cara muito galinha”.

 

continua abaixo... 



Escrito por Thatiana, com H de novo às 02h56
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Meu primo, um corno feliz- continuação

 

Não preciso dizer que o episódio foi um escândalo na família, com direito a reunião de tios para convencer o rapaz a honrar as cuecas que veste e o sobrenome do clã. Mas ele, apaixonado, foi irredutível. Queria a mulher de volta ao aconchego do lar, não importava o que ela tivesse feito durante a semana de “férias conjugais”.

 

Uma cena ocorrida naquele dia não me sai da cabeça. Enquanto o pai dele, desolado e fora de si, gritava pelo quintal da casa que “preferia um filho morto a um filho corno”, papai, sacana, dizia pro meu primo: “Liga não, Dudu. Lavô, tá nova”.

 

O fato é que eles voltaram às boas. Nesta e em todas as outras vezes em que ela resolveu tirar “férias conjugais” ou viver “novas experiências”. Numa dessas, meu primo chegou ao fundo mais fundo que um corno pode chegar: chamou o amante pra uma conversa.

 

Palavras dele:

-“Disse pro cara que ele pode estar com ela agora, mas ela me ama e vai voltar pra mim. Ainda falei pra cuidar dela, ou vai se ver comigo! Não podia perder a classe”!

 

Pois é...

 

 



Escrito por Thatiana, com H de novo às 02h53
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Frases sensacionais que ouvi recentemente de personagens de novela (e que gostaria de ter cacife pra dizer):

 

“-Trabalhar pra que, se eu tive a sorte de ter um pai rico e um marido que dá duro por mim”?

(Carmem, de Páginas da Vida)

 

Garçom figurante:

“-Abro o champanhe agora ou a senhorita vai esperar seu acompanhante”?

Leona:

“-Acompanhante? Querido, olhe pra mim. Eu sou jovem, bonita, rica, poderosa...e loura! Eu me basto. Abra meu champanhe agora!”

(Leona, de Cobras e Lagartos)

 



Escrito por Thatiana, com H de novo às 11h10
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